quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Trem da Vida.

A mais ou menos uma semana atrás estava conversando com um grande amigo meu, e infelizmente ele tinha acabado de receber a notícia que seu querido primo havia falecido.

Naquele momento de sofrimento tentava falar palavras de conforto, mas sabia que nada que eu falasse aliviaria sua dor.

Sei que palavras não irão explicar o inexplicável, mas lendo esse texto lembrei desse meu grande amigo, espero que essas palavras alivie um pouco sua dor.


“Há algum tempo atrás, li um livro que comparava a vida a uma viagem de trem. Uma literatura extremamente interessante, quando bem interpretada.

Isso mesmo, a vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em outros.

Quando nascemos entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que, julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco: nossos pais. Infelizmente, isso não é verdade; em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho, amizade e companhia insubstituível… mas isso não impede que, durante o viagem, pessoas interessantes e que virão o ser super especiais para nós, embarquem.

Chegam nossos irmãos, amigos e amores maravilhosos.

Muitas pessoas tomam esse trem apenas a passeio. Outros encontrarão nessa viagem somente tristezas. Ainda outros circularão pelo trem, prontos o ajudar a quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam por ele de uma formo que, quando desocupam sou acento, ninguém nem sequer percebe.

Curioso é constatar que alguns passageiros que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos; portanto, somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não impede, é claro, que durante o trajeto, atravessemos com grande dificuldade nosso vagão e cheguemos até eles… só que, infelizmente, jamais, poderemos sentar ao seu lado, pois já terá alguém ocupando aquele lugar.

Não importa, é assim o viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas… porém, jamais, retornos. Façamos essa viagem, então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando, em cada um deles, o que tiverem de melhor, lembrando, sempre, que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e provavelmente, precisaremos entender porque nós também fraquejaremos muitas vezes e, com certeza, haverá alguém que não entenderá.

O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em que parada desceremos, muito menos nossos companheiros, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.

Eu fico pensando se quando descer desse trem sentirei saudades… acredito que sim. Mas separar de alguns amigos que fiz nele será, no mínimo dolorido. Deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos, com certeza será muito triste, mas me agarro no esperança que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que tinham quando embarcaram… e o que vai me deixar feliz, será pensar que eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa…

Amigos, façamos com que a nossa estada, nesse trem, seja tranqüila, que tenha valido a pena e que, quando chegar a hora de desembarcarmos, o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem a viagem.”

7 comentários:

  1. Cara, o importante é se fazer notadoneste embarques e desembarques...

    Fique com Deus, menino Uelton.
    Um abraço.

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  2. E para quem fica nas estações da vida que o trem passou,fica a lembrança do doce som do carrilhar nos trilhos.
    São as marcas.
    Bjs,Uelton!

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  3. Uelton, obrigada pela sua visita, e palavras.

    Ler esse texto foi muito bom, avaliar nossa viagem da vida.

    Sabe que fico pensando que a internet-blog nos traz mais passageiros para esse trem...e você agora entrou no meu trem. rsrs

    Não sei por quanto tempo, não sei em qual vagão ainda, mas já faz parte de um trecho da viagem.

    abraço

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  4. Uelton, as tuas fotos do flick estão maravilhosas. Aquela da Basílica em Aparecida, me deixou pasma. Estive lá em setembro. Queria ter batido uma foto assim.

    parabéns. Sim, tem aquela do pássaro no galho e também a da escada (acho que é uma escada), adorei.

    abraço

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  5. Ola querido Uelton,
    Passei so pra agradecer seu comentario no meu cantinho e dizer o quanto vc é bem vindo la!
    Muito obrigada mesmo e volte sempre viu!?Agora ja estou morrendo de sono,amanha volto pra comentar o texto!
    Gostei daqui.

    Beijo grande

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  6. Fala cara, muito bom o texto, essa e a vida meu amigo, temos que aprender a viver com isso e acreditar que o que vem depois que realmente vale a pena, e se nos vivermos aqui de forma digna certamente as pessoas que aqui deixamos sentirão saudades assim como as pessoas que se vão nos deixam saudades, abraço

    Saudações do Gremista Fanático

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  7. Muito lindo o texto,a comparação.
    Não conhecia.

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